domingo, 2 de maio de 2010

OFF


Preciso desligar-me.
Cortar o fio que me une às coisas e ao mundo que não é meu.
Quebrar estas algemas.

Quero liberdade real.
Voar é mais que sair do chão. Preciso sair de mim.
Enjaulada neste corpo, limito-me. Limita-me...
Quero alcançar estrelas.
Pintar sonhos na tela da alma.
Plantar tulipas vermelhas no meu jardim...

Preciso de colo.
De asas. De vento.
Chuva calma.

Pingos de mel.

Sentir-me fora do centro do mundo.
Fora de mim!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Devaneios ou iluminação?


Ontem voltei à vida, e foi muito bom.
Senti novamente o ar entrando por minhas narinas. E o pulso, pulsava!
Que sensação gostosa.

O teto parece mais alto hoje.
O céu mais azul, embora, algumas nuvens teimem em aparecer...
Consigo ver isso!
Sentir!

Estou com medo, pois, aqui fora ainda parece perigoso, mas, estranho é olhar e perceber que pouco mudou desde que eu morri!
Talvez porque nada muda, ou muda tanto, que fica sempre igual...

A redoma já não é tão segura assim.Devo ter deixado alguma brecha e agora fui surpreendida por coisas novas, mas, elas me parecem tão familiares.Pode até ser que estivessem aí o tempo todo. Por quê eu não as via antes?

(...engraçado como o vento tem gosto.
Este ,agora, tem gosto de saudade.De coisa "miúda". Coisa minha.
Ainda não sei se gosto, deste gosto...Acho que sim!

Me surgiu uma dúvida: Inocência e ingenuidade são equivalentes?
O Google faz falta as vezes! (rs)
Também preciso considerar o fato de a próxima vez, optar por pesquisa avançada na busca pela "Receita da Felicidade."
Podia ter para comprar, não é?
-Eu faria um bom estoque!)

Continuo sem entender ainda, de onde estas coisas vieram...
Eh!
São tantas.
Acho que sempre existiram mesmo...

No espelho já consigo ver algo que se aproxima da imagem que eu lembrava ter.
A parte ruim é que atriz e personagem se confundem e não sei definir qual delas sou eu!
As duas, obviamente. Afinal, são uma só.Completam-se e são interdependentes.

Hoje algumas coisas me parecem menos valorosas.
Ainda fazem falta,mas,consigo perceber a possibilidade real de avaliar se são minhas...
...prefiro ir para a praia de avião.
Estrada, só para pequenas distâncias.
De noite, ou bem "cedinho".
Aliás, PRAIA?
Melhor a serra!
Isso.
Um bom hotel na serra!Lareira, vinho e violão.
Nada de sol.Areia e menino da água de côco.

Suspiro...

Mais ar no pulmão!
Ah, que bom!
Fiquei morta por muito tempo...
É realmente delicioso voltar.
Aquelas correntes estavam pesadas demais.
E o purgatório não é mesmo nada agradável.

Insisto no espelho...
A imagem continuará desfocada por um tempo.
Eu sei.
Me conheço.
Mas o ar. O ar voltou! E esse é um grande progresso.

O céu realmente está mais azul.

(Suspiro!)
Ontem eu voltei à vida, e foi muito bom.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Começar de novo. (Ivan Lins)


Começar de novo e contar comigo
Vai valer a pena ter amanhecido
Ter me rebelado, ter me debatido
Ter me machucado, ter sobrevivido
Ter virado a mesa, ter me conhecido
Ter virado o barco, ter me socorrido

Começar de novo e só contar comigo
Vai valer a pena ter amanhecido
Sem as tuas garras sempre tão seguras
Sem o teu fantasma, sem tua moldura
Sem tuas escoras, sem o teu domínio
Sem tuas esporas, sem o teu fascínio
Começar de novo e só contar comigo
Vai valer a pena já ter te esquecido
Começar de novo...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

...posso abrir mão do aquário.Das portas e janelas brancas...

Voltando...


Andei distante de mim.
despi-me.
entreguei-me.

Acreditei que seria sempre dia.

...a noite escura chega, inevitavelmente.


as estrelas devem aparecer a qualquer hora...
Espero que rápido!


Esperar nunca foi muito fácil para mim.

Sou finita e minha "finitude" me condena. Mais do que isso:
Me limita!

Porém, quem sabe desta vez eu espere.
Ou apenas, me maqueie... Afinal, meus segredos são meus!

Olhos inchados?
Impressão sua.
Falsa impressão.


A verdade é que ao voltar, estarei indo embora... (mais uma vez!)

Sentirei saudades.
Gostava daquela Mallu.

Quem sabe um dia ela possa voltar.

É...

Essa máscara é bonita!
Me serve, por hora.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Arch...


Sou brava mesmo!

Do meu jeito.Ao meu modo. E pode acreditar.
Sou mesmo!
O que é meu é meu, ponto final.
Nada me foi dado de graça até hoje.
Dei duro, muito duro para ter o que tenho.
Engoli sapo, matei leões e ouvi cobras e lagartos.
Então, não pense que vou simplesmente ignorar fatos, coisas e pessoas.
Se me quiser, é assim:
Trate-me com respeito. Cuide de mim. Fique e deixe tudo, bem perto.
Perto o suficiente para que meus olhos vejam e meus braços possam trazê-los ao meu encontro, quando necessário.
Não, nunca e jamais subestime minha inteligência ou minha capacidade de descobrir fatos e atos em entrelinhas.
Não me trate como criança, embora, algumas vezes eu aja como uma. Assumidamente!

Já disse outras vezes e repito essa coisa de gente boazinha, e calminha o tempo todo é irritante. Meu sangue italiano não me permite manter a serenidade. Fazer cara de paisagem. Ok, não saio feito doida quebrando tudo,mas, sei me impor se preciso!

Tenho minhas nuances, sim!Tá?
Faço bico. Birra. Manha. Esbravejo. Choro.
Logo passa...
Melhor desabafar. Fazer uma pequena tragédia grega.Até porque existe uma enorme diferença, entre brigar e lutar...Eu prefiro a luta!

Melhor assim!
Pior é ficar remoendo coisas. Criando histórias e personagens.

Ai depois, é só respirar.
Ficar dez minutos em silêncio.
Respirar mais fundo ainda...
E pronto... Nada aconteceu.

Simples, prático e objetivo!
Sim.
Embora brava.
Sou racional, e ponderada ( na medida do possível).
E isso pode ajudar um pouco. Tanto a mim, quanto ao motivo da raiva.
Porém é sempre muito bom lembrar:
Faça tudo, tudo mesmo. Afinal aceito muita coisa, mas, que fique muito claro, aliás, claríssimo, quase transparente - em hipótese e sob circunstância nenhuma minta ou me despreze.
Senão, ah meu bem, a gatinha vira onça. E há quem diga que poucos sobrevivem a estas garras...
Logo, melhor não se arriscar. Não é?